As soldaduras de filete são verificadas de acordo com a EN 1993-1-8. A resistência das soldaduras de topo é assumida como igual à do metal de base e não é verificada.
Soldaduras de filete
Resistência de cálculo
A redistribuição plástica nas soldaduras é utilizada para evitar automaticamente as singularidades de tensão nos elementos de soldadura, redistribuindo a tensão ao longo do comprimento da soldadura. A resistência da soldadura corresponde aproximadamente ao cálculo manual, e a tensão é corretamente distribuída para situações complexas como a soldadura a um banzo não enrijecido (EN 1993-1-8 – Cl. 4.10). A tensão na secção da garganta de uma soldadura de filete é determinada de acordo com a EN 1993-1-8 Cl. 4.5.3. As tensões são calculadas a partir das tensões no elemento de soldadura. O momento fletor em torno do eixo longitudinal da soldadura não é tido em conta.
Utilização da soldadura
onde:
- σw,Ed – tensão equivalente na soldadura
- σw,Rd – resistência da soldadura
- βw – fator de correlação (EN 1993-1-8 – Tabela 4.1)
- fu – resistência última, tomada como o menor valor dos dois materiais de base ligados ou de acordo com o material escolhido pelo utilizador
- γM2 – coeficiente de segurança (EN 1993-1-8 – Tabela 2.1; editável na configuração normativa)
- σ┴, τ┴, τ‖ – tensões na soldadura de acordo com a figura abaixo:

Todos os valores necessários para a verificação são apresentados em tabelas. Ut é a utilização do elemento mais solicitado. Uma vez que é utilizada a redistribuição plástica de tensões na soldadura, esta é a utilização determinante. Utc fornece informação sobre a utilização ao longo do comprimento da soldadura. É o rácio entre a tensão real em todos os elementos da soldadura e a resistência de cálculo da tensão em todo o comprimento da soldadura.
O diagrama de tensão equivalente na soldadura apresenta a seguinte tensão:
Soldaduras de topo
As soldaduras podem ser especificadas como soldaduras de topo. Para as soldaduras de topo considera-se penetração total da junta e, por isso, tais soldaduras não são verificadas.
Pormenorização
A espessura mínima das chapas de ligações soldadas é verificada de acordo com a EN 1993-1-8 – 4.1(1):
- Para perfis ocos de aço, a espessura da chapa deve ser de pelo menos 2,5 mm
- Para outras chapas, a espessura da chapa deve ser de pelo menos 4 mm
A espessura máxima da garganta de soldaduras de filete é verificada para chapas paralelas. É emitido um erro quando tal soldadura não é viável devido a restrições geométricas.

A espessura mínima da garganta de soldaduras de filete deve ser de pelo menos 3 mm de acordo com a EN 1993-1-8 – 4.5.2(2). É emitido um erro quando este requisito não é satisfeito.
É emitido um aviso quando a espessura da garganta da soldadura é inferior ao requisito da DIN EN 1993-1-8 – NA to 4.5.2:
onde:
- – espessura da garganta da soldadura
- – espessura da chapa ligada mais espessa
- as unidades devem estar em [mm]
É emitida uma informação quando a espessura da garganta da soldadura é inferior ao requisito de ductilidade mínima de juntas soldadas na FprEN 1993-1-8:2023 – 6.9(4). Este requisito é verificado para soldaduras de filete de dupla face por:
onde:
- – espessura da garganta da soldadura
- – espessura da chapa ligada pelo bordo
- – fator de correlação da soldadura
- – coeficiente de segurança para parafusos e soldaduras; editável na configuração normativa
- – tensão de cedência da chapa
- – resistência última da soldadura
- – coeficiente de segurança para chapas; editável na configuração normativa
A espessura da garganta para soldadura de filete de face simples é duas vezes superior à da soldadura de filete de dupla face.
